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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Review dela... A MOTO! (Virago - Sudeste)

(se acabou de chegar no blog pra acompanhar a viagem, leia a partir do primeiro post pra entender a coisa toda... clique AQUI pra ir pra lá)

Chegou a hora mais do que merecida de dedicar um post apenas a essa moto foda e guerreira, que aguentou de maneira excepcional a viagem, apesar de todos os tipos de terrenos e percalços pelo caminho...

Estou falando da estupenda... Yamaha Virago XV250S! Conhecida na rodinha da malandragem como apenas Virago 250, ou ainda, Viraguinho... para os íntimos. ;)


Dia 2 (ainda bem limpa) - Trindade (RJ)

Precisa especificar um pouco assim de qual Virago estou falando, pois existem quatro modelos, infelizmente, todos descontinuados pela Yamaha. Os quais são, com suas cilindradas e anos de produção:

Virago 250
Virago 535

- 250cc (95-02)



- 535cc (94-02)




Virago 750

Virago 1100
 - 750cc (93-97)



- 1100cc (93-99)




Eu particularmente não acho muito bonitas as 750 e 1100, pq apesar de aumentar o motor e a cilindrada da moto, eles parece que tentaram manter o comprimento dela, mantendo-a como uma moto mignon. Mas aí fica parecendo muito desproporcional... então prefiro as duas menores, 250 e 535. Esta segunda, tendo eixo cardã ao invés de corrente, e possuindo dois tanques, um embaixo do banco, o que proporciona provavelmente uma autonomia um pouco maior que a 250.

Dia 3 - Angra dos Reis (RJ)
Aliás... esse é o ÚNICO ponto negativo que vejo na minha Virago (daqui por diante, quando eu citar "Virago" entendam pela 250, a minha mais especificamente... a parte de citar as outras foi dali pra cima). O tanque. Acho ele muito pequeno... não no tamanho em si, visualmente falando, pq combina bem até com o tamanho da moto. O problema é sim a capacidade... apenas 9,5 litros. O que dá uma autonomia muito pequena, tendo que parar pra abastecer toda hora... na estrada dá pra rodar aí uns 200 km. Com minha antiga Kansas, que além de ser 150 tinha um tanque de 13 L, eu chegava a fazer o dobro disso... uns 400 km até! Se a Virago tivesse essa autonomia, tava lindo! E pra não ter que deixá-la com um tanque gigante, pra não ficar desproporcional ao resto da moto, poderiam fazer igual a 535, e colocar um segundo tanque embaixo do banco. Parece que o tanque normal dela tem 11 L, e embaixo do banco outro com mais 2,5 L, totalizando 13,5 L (ok, essa foi a última referência a outra Virago).

Dia 3 - Na estrada (RJ)
Tirando esse "probleminha", não vejo mais problema nenhum na moto! É só alegria... =D

Ela é mignon como já falado, o que em boa parte do tempo acaba sendo uma vantagem. Ela não é toda "encorpada" e gigante, colocando "presença" nos rolês por aí ao lado de motos bem maiores, mas dessa forma ela é muito mais prática para uso no dia a dia rodando em SP, pra passar nos corredores e talz... Fora quando acontece por exemplo de acabar a gasolina ou qquer outra situação em que é necessário empurrar/manobrar a moto. Com isso se torna muito mais fácil, pois ela é relativamente leve... peso seco de 136 kg. Sem bagagens e tudo mais tb, claro. Capacidade de carga dela acho que é de aproximadamente 185 kg.

Dia 4 - Arraial do Cabo (RJ)
Ela tem um ótimo torque! São "apenas" 21 cv, mas novamente o pouco peso dela se torna vantagem, fazendo com que esses cavalinhos não se assemelhem a pôneis malditos e a puxem muito bem, em todo tipo de terreno e inclinação. Essa viagem mostrou bem isso. Areia, terra, pedras, paralelepípedos... ladeiras BEM inclinadas (tanto na subida qto na descida)... não teve lugar em que ela me decepcionou. Inclusive consegui NÃO cair em lugar nenhum... umas derrapadinhas pequenas em terrenos bem ruinzinhos, tipo terra e pedras, mas sempre em pé! Em seu velocímetro mostra até 140 km/h, no qual aliás já dei VDO, mas de acordo com o GPS a máxima que ela chega é uns 120 km/h maomeno.

Dia 11 - Ouro Preto (MG)
Relação... sempre tive problemas de relação. Desde a primeira moto. A relação engloba 3 coisas basicamente... Corrente, coroa e pinhão. Isso que faz com que a moto se mova. O motor tá girando ali na frente, e faz mover o pinhão... uma roda dentada pequena, nesse caso, de 16 dentes. Aí através da corrente, esse movimento é repassado para a coroa, que é uma roda dentada de, no caso, 45 dentes. A coroa é presa no eixo traseiro, na roda em si... e faz com que a roda gire, e com isso a moto vá pra frente. Olha que legal... =)

Dia 12 - Estrada (MG)
O problema é que conforme se vai rodando, a corrente vai laceando um pouco e afrouxando... então dizem que a cada 300 km em média, deve-se ajustar a corrente dando uma esticada nela, e lubrificá-la. Fazendo isso periodicamente, aumenta bastante a vida útil da relação. O que, eu particularmente, nunca consigo fazer tanto. Com isso diminui bastante a vida útil de minhas relações...

Mas apesar de no meio da viagem, lá em Gov. Valadares qdo parei numa oficina pra dar uma regulada e lubrificada na corrente, o cara já ter avisado que meu kit de relação já estava no osso... eu pensei que teria que pelo menos trocar a coroa logo antes de voltar, mas como ela estava aguentando bem, resolvi arriscar e ir sempre ajustando/lubrificando, e tentar chegar em SP. O que essa belezura de moto aguentou valentemente! Conseguimos chegar em SP e aí sim encomendei uma relação novinha, com retentor (anéis de borracha na corrente que seguram melhor o ajuste e a lubrificação dela), e finalmente ontem (sexta) troquei-a, para conseguir rodar numa boa... ufa! A minha coroa já estava tão banguela, sem dente nenhum, só umas leves ondulações... não sei nem como que ela tava girando ali. Devia estar só pelo instinto... mas vou fazer o possível para agora tratá-la melhor e ver se todo fds eu consigo dedicar uns 10 minutinhos à relação!

Dia 12 - São Thomé das Letras (MG)
Essa minha Virago é 2001... eu a comprei em julho/2011, ou seja, com 10 anos. E exatos 42.530 km rodados até então. Estou há 16 meses com ela, e restando agora menos de 200 km agora para que eu chegue aos 72.530 km, ou seja... 30.000 km rodados em 16 meses com ela. Só comigo. Nessa média, em 2 anos vou ter rodado o tanto que rodaram com ela em 10 anos! Bom... moto é pra rodar, não é mesmo? Por enquanto tb, com essa moto, foram 6 estados rodados... dos que já rodei só não dá pra incluir o RS pq esse eu só cheguei com a Kansas. Mas tirando esse, os outros estados do Sul e Sudeste eu rodei com minha belezura de Viraguinho. =)


Dia 12 - São Thomé das Letras (MG)
Limpinha, pós viagem...
Bom, não lembro de mais nada pra falar dela no momento... mas resumindo, ela aguentou tudo nessa viagem, bravamente, sem pedir arrego em nenhum momento. Querem uma moto bonita, estilosa, econômica, pra pessoas de qquer tamanho... mas que seja robusta e aguente de tudo mesmo? Essa moto é a Virago 250!

Limpinha, pós viagem...
Limpinha, pós viagem...
Voltei no domingo, e não deu tempo de fazer mais nada nela por alguns dias, até que 5 dias depois, na sexta, consegui enfim... trocar a relação dela e levar pra lavar no Bar do Xerife! Agooora sim ela tá bonitona de novo... gostei bastante da lavagem, ela ficou nos trinques! Segue umas fotinhos, pra ter uma ideia, de como ficou, após estar esse jeito aqui acima à esquerda...




Relação pós viagem
Relação nova

A relação tb, não sei se pelas fotos dá pra notar tanto a diferença das coroas... mas pessoalmente era muito visível o qto mudou de uma pra outra! É bom aumentar as fotos pra ver melhor... agora sim dá pra ter tração!

 

Aliás, durante a viagem tenho a certeza de que descobri o que as mulheres bonitas/gostosas sentem. Pq por onde eu passava, podia notar sempre os pescoços quebrando e todos apreciando... não a mim, claro! Mas mesmo sem ser "tão imponente", essa moto chama a atenção por onde passa. Principalmente em cidades um pouco menores, onde dificilmente passam motos custom. =)

Mais uma fotinho final aqui da "gostosona na praia" para apreciação de quem gosta... e porventura está aqui.

Dia 3 - Angra dos Reis (RJ)

Para continuar lendo na ordem, depois de deixar seu comentário sobre essa postagem, só clicar AQUI. (ainda não disponível)

4 comentários:

  1. Bom, só pra comentar, nessas cidadezinhas, além de verem poucas motos custom, ver um cara, todo de preto, cara de mau, jaqueta de rockabilly, pescoço vermelho, moto empoeirada, problemas na relação, rodinha gasta, e sei lá mais o quê, bom, isso acho que nunca viram não. Por isso todo mundo torce o pescoço qdo vc passa, rss. Abração. Legal que tudo correu bem.

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  2. Estou pesquisando sobre a Virago 250, pretendo comprar uma e seu post ajudou minha na decisão (dúvida mirage 250 x virago). Agora, esse foto em São Thomé das Letras deu até dó...

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    1. Posso dizer que a Virago 250 é uma puta moto! Minha única reclamação dela mesmo, é o tanque pequeno (9,5 L), que dá uma autonomia muito pequena. Em viagens principalmente isso atrapalha um pouco.

      Sobre a Mirage 250, da injetada precisa ver se melhoraram, pq até onde eu sei, estavam dando muito problema... um amigo meu tá com a dele até hoje encostada, tendo comprado 0 km, e veio cheia de defeitos, que não solucionaram.

      A carburada, minha namorada tem uma. Anda que é uma blz, é a mais potente das custom 250, porém pra regular pro Controlar (inspeção ambiental de SP) por exemplo, dá dor de cabeça. Tem um porte bom, parece mais uma 600...

      Vai de gosto, mas pra mim... eu prefiro a Viraguinho! ;)

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  3. Cara. Achei seu blog por acaso procurando uma foto de São Tomé das Letras. Incrivelmente, tenho uma Viraguinho Ano 2000 com 10.000km rodados! Estou pensando em fazer quase o mesmo caminho que você fez!
    Sensacional! Voce tem facebook meu caro?
    Se tiver, me procure lá facebook.com/re.stroke para trocarmos uma idéia!
    Um abraço!
    Sucesso!

    Rene.

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